Ministério Público acusa dupla que explorava imigrantes em Portugal

O Ministério Público de Portugal acusou uma dupla que explorava imigrantes e os mantinha em condições “desumanas”. Segundo nota oficial do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), os dois cidadãos, que são do leste europeu ,“controlavam e exploravam os estrangeiros, visando obter elevados lucros financeiros com essa atividade, a despeito dos direitos dos trabalhadores”.

Eles irão responder por quatro crimes: tráfico de pessoas, associação de auxílio à imigração ilegal, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos. Os promotores também querem que a dupla seja expulsa do país.

De acordo com a investigação do SEF, os acusados aliciavam imigrantes de baixa condição financeira para trabalhar na área de agricultura em Portugal. No geral, os serviços eram realizados no Alentejo, no sul do país, onde se concentra a maior parte da produção agrícola nacional.

Os investigadores descobriram que os trabalhadores viviam em locais precários e superlotados, em condições que foram descritas como desumanas. Ainda segundo o comunicado divulgado, os profissionais também não tinham contrato de trabalho, nem recebiam horas extras ou subsídio de Natal, além de não terem férias remuneradas. Do salário recebido pelas vítimas, a dupla descontava todas as despesas como aluguel, transporte, alimentação, luz e água.

Ainda de acordo com o SEF, os imigrantes tentaram protestar contra as condições, mas “foram ameaçados pelos arguidos [acusados], agredidos fisicamente e expulsos das habitações, tendo sido deixados sem alojamento e sem alimentação”. Se condenados por todos os crimes, os dois estrangeiros podem ser punidos com mais de 20 anos de prisão.

Compartilhar