Lisboa, Portugal.
A varíola ‘Monkeypox’ está confirmada em 10 países europeus, somando 67 casos na União Europeia (UE) e 56 na Inglaterra. Os números foram atualizados na tarde desta segunda-feira (23) pelo Centro Europeu de Prevenção e Doenças (ECDC, em inglês) e pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA).
Na UE, a doença já foi detectada na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal e Suécia. O ECDC ainda investiga outros 42 casos suspeitos. Segundo a diretora da agência europeia, Andrea Ammon, a probabilidade de propagação do vírus não é alta: “A maioria dos casos atuais apresentou sintomas leves da doença e, para a população em geral, a probabilidade de propagação é muito baixa”, ressaltou a especialista.
A comissária de Saúde da União Europeia, Stella Kyriakides, demonstrou preocupação com a doença: “Estamos acompanhando de perto a situação e, embora atualmente a probabilidade de disseminação na população em geral seja baixa, a situação está evoluindo. Todos nós precisamos permanecer vigilantes”, explicou a comissária.
Stella ainda pontuou que a situação está sendo monitorada e que vários órgãos de saúde trabalham para que a disponibilidade de vacinas e tratamentos sejam garantidas. Por enquanto, a orientação do ECDC é de isolamento para as pessoas infectadas até que as crostas das feridas caiam da pele. Os pacientes também devem evitar contato físico e relações sexuais até que as feridas curem.
Até agora, Portugal é o Estado-Membro com maior número de casos, que totalizam 37 pacientes, de acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS). Segundo o Instituto de Saúde Ricardo Jorge (INSA), o país também foi o primeiro a fazer o sequenciamento genético do vírus. Conforme nota enviada ao Agora Europa, os especialistas já realizaram o compartilhamento da descoberta para a comunidade científica internacional.
“A comparação das sequências genéticas do vírus Monkeypox obtidas nos vários países poderá ser fundamental para a compreensão da origem do surto, bem como da forma como se deu rapidamente a disseminação da doença”, ressaltou o pesquisador João Paulo Gomes. Ainda de acordo com o profissional, o sequenciamento é útil para a adoção de medidas de saúde para controlar os surtos da doença.
Mais 36 casos confirmados na Inglaterra
Na Inglaterra, mais 36 pacientes tiveram diagnóstico positivo para a varíola nesta segunda-feira (23). O país foi o primeiro da Europa a confirmar os casos, no início de maio. Os especialistas em saúde pontuam que “o surto atual seja significativo e preocupante, o risco para a população do Reino Unido permanece baixo”.
A agência britânica orienta a população a contatar o serviço de saúde pelo número telefônico 111 em casos de sintomas, como erupções na pele ou lesões incomuns em qualquer parte do corpo, especialmente nos órgãos genitais. As equipes de saúde estão em contato com pessoas consideradas em alto risco, que tiveram contatos com os pacientes confirmados e recomendando que se isolem por 21 dias.
Também foi iniciada hoje (23) a vacinação dos contatos de risco com o imunizante Imvanex, com mil doses já disponíveis. Outras 3,5 mil injeções estão armazenadas no Reino Unido.
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