Protestos neste fim de semana na Europa cobram ações sobre o clima

Protesto ocorreu em Lisboa na tarde deste domingo. Foto: Sheyla Ventura/Arquivo pessoal


O fim de semana na Europa foi marcado por uma série de protestos em prol do clima, em meio à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26). Em Lisboa, a manifestação chamada de “Marcha Mundial pela Justiça Climática” foi realizada na tarde deste domingo (7).

Com placas de “Save my future” (Salve meu futuro, em tradução livre) e “Queremos um Futuro”, dezenas de pessoas percorreram uma das principais avenidas da capital portuguesa. O evento ocorreu em sintonia com outros protestos realizados durante o final de semana em pelo menos 10 cidades europeias.

De acordo com a “Coalização COP26”, organização que convocou a série de manifestações, foram realizados protestos em 15 cidades do Reino Unido, na França, Dinamarca, Irlanda, Suécia e Holanda. A maior concentração, de acordo com a entidade, ocorreu em Glasgow, na Escócia, que sedia a conferência. A organização informou que mais de 100 mil pessoas participaram da marcha, que percorreu cerca de quatro quilômetros. 

Segundo Asad Rehman, porta-voz da coalização, os protestos foram uma maneira de serem notados: “Esta foi a cúpula climática menos acessível de todos os tempos – com tantas pessoas marginalizadas nas negociações ou não conseguindo fazê-la em primeiro lugar”, declarou em comunicado oficial.

No evento em Glasgow, ativistas de diversas partes do mundo, indígenas e estudantes levaram bandeiras e placas com mensagens de protesto como “COP26, estamos te observando” e “O colonialismo causou mudanças climáticas”.

O protesto também contou com a participação de brasileiros, como Txai Suruí, índigena do Povo Suruí, no Norte do Brasil. Txai foi a única brasileira a discursar na COP26 até agora. Na manifestação, ela levou uma bandeira do país.
A conferência segue até o dia 12 de novembro. Entre as metas do evento, estão “garantir zero líquido global em meados do século”, proteger comunidades e habitats naturais e reunir pelo menos US$ 100 bilhões em financiamento climático.

Foto: Cop 26 Colition/Divugação

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