Com menor taxa de vacinação da UE, Bulgária introduz certificado Covid-19

A partir desta sexta-feira (22), a Bulgária vai passar a exigir o certificado de Covid-19 para diversas atividades, principalmente em espaços internos, como centros comerciais, academias e restaurantes. A medida, segundo o governo búlgaro, pretende evitar o colapso do sistema de saúde e diminuir o índice de infecções por Covid-19.

Com apenas 24% da população imunizada com as duas doses, a Bulgária é o Estado-Membro que menos vacinou na União Europeia (UE). O documento é introduzido no momento em que o Ministério da Saúde registra crescente número de mortes e hospitalizações por coronavírus. Todos os dias, aproximadamente mil novos pacientes são admitidos nas unidades de atendimento do país.

De acordo com a nova determinação, os certificados devem ser apresentados para a entrada em locais onde exista grande circulação de pessoas, cinemas, teatros e museus. O documento será emitido para aqueles que tenham sido vacinados, testados recentemente ou se recuperado da Covid-19 nos últimos seis meses.

Além do baixo número de cidadãos imunizados, dados oficiais do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla em inglês) apontam que a Bulgária tem, atualmente, a maior taxa de mortalidade por habitantes entre os 27 países da União Europeia (UE), com 167 óbitos a cada um milhão de pessoas nos últimos 14 dias. Entre 90 e 95% das mortes registradas são de pacientes não vacinados.

O governo informou que não descarta normas mais restritivas, e até lockdown, caso as medidas não reduzam o número de internações nos hospitais do país. Segundo estimado pelo ministro da Saúde Stoytcho Katsarov, no ritmo atual de admissões, o sistema deve sofrer esgotamento em um período de 10 dias.

Toque de recolher na Letônia

Outro país europeu que precisou adotar novas regras é a Letônia. O governo decretou, nesta semana, que a população deve ficar em confinamento até o dia 15 de novembro em decorrência do alto índice de contaminação por coronavírus e a baixa taxa de vacinação. 

Apenas estabelecimentos que prestam serviços essenciais poderão funcionar. Locais de entretenimento devem permanecer fechados até o próximo mês. Para fim de evitar o contágio, reuniões públicas ou privadas também estão proibidas. No toque de recolher, somente pessoas com razão justificada poderão transitar, no período das 20h às 5h. 

A recente determinação anunciada pelo primeiro-ministro leto, Krisjanis Karins, também afeta os estudantes, que terão as férias prolongadas até o dia 29 de outubro. Já os trabalhadores que são considerados indispensáveis para os cidadãos, deverão ter certificado de vacinação.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde da Letônia, pelo menos 45% da população já completou o esquema de vacinação. O país, que tem 1,9 milhão de habitantes, registrou 4,957 novos casos de coronavírus nas últimas 24h. Atualmente, 6,377 pessoas estão hospitalizadas em função da doença, sendo 558 em unidades de tratamento intensivo.

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