Luxemburgo passa a exigir teste para não vacinados em locais de trabalho

Acessar o local de trabalho passou a ser um privilégio apenas a funcionários que atendam a uma destas três condições em Luxemburgo: totalmente vacinados contra a Covid-19, recuperados da doença ou àqueles que apresentarem um teste negativo. A medida entrou em vigor neste sábado (15) e deve permanecer em vigência até, pelo menos, o próximo dia 22 de fevereiro. A regra vale tanto para as empresas públicas ou privadas.

Para comprovar a vacinação completa, o trabalhador terá de ter recebido a segunda dose de um dos imunizantes nos últimos 180 dias ou estar vacinado com a vacina de reforço. O mesmo período vale para aqueles que contraíram a doença e que, portanto, possuem um certificado de recuperação contra o vírus.

Por outro lado, profissionais que não se vacinaram e que também não se recuperaram da doença nos últimos seis meses terão de apresentar um teste negativo para a Covid-19 caso queiram acessar o local de trabalho. O exame de antígeno deve ser feito dentro das 24 horas que antecedem o início do expediente. Já o PCR pode ser realizado com até 48 horas de antecedência.

Os profissionais que não comprovarem uma das opções exigidas para acessar os ambientes profissionais, assim como não puderem executar a atividade remotamente, terão de solicitar férias enquanto a regra permanecer em vigor. Caso contrário, o valor referente ao período de afastamento da atividade terá de ser descontado do salário do funcionário não vacinado, conforme definição do Governo de Luxemburgo.

Desde ontem (14), trabalhadores que receberam a primeira dose de uma das vacinas contra a Covid-19 e estão na fila para receber a segunda imunização podem realizar, gratuitamente, um teste contra a doença. O site para o agendamento dos exames foi disponibilizado no último dia 10 de janeiro.

Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde de Luxemburgo, publicado em 6 de janeiro deste ano, indica que a taxa de contaminação nos locais de trabalho representa, atualmente, 3% do número total de infecções pela doença no país. A proliferação do vírus dentro dos núcleos familiares, no entanto, ainda lidera o ranking, representando 32,8% dos casos, seguida de viagens ao exterior (10,5%) e atividades de lazer (4,8%). Em 43,4% dos diagnósticos, não foi possível definir como a a pessoa infectada contraiu o vírus.

Conforme o último relatório sobre a situação da pandemia divulgado pelo Governo de Luxemburgo, a incidência de casos cresceu entre os dias 3 e 9 de janeiro no país, passando de 5,6 mil, na semana anterior, para 10,6 mil. A variação representou um aumento de 89% da taxa de contaminação por Covid-19 no território luxemburguês. O levantamento, que foi divulgada no último dia 12, deve ser atualizado no próximo dia 18 deste mês.

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