G20 firma compromisso de limitar aumento da temperatura global em 1,5° C

Encontro ocorreu em Roma, na Itália, neste final de semana. Foto: Divulgação / g20

O encontro G20 Summit terminou neste domingo (31) em Roma, na Itália, com a apresentação dos compromissos firmados pelos líderes mundiais em diversas áreas, que incluem o auxílio a países devido à pandemia e o combate a problemas climáticos. Um dos principais pontos está no compromisso de limitar o aumento da média global da temperatura a 1,5° C, como forma de continuar com as metas do Acordo de Paris.

A declaração final, no entanto, traz apenas linhas gerais do que o grupo se propõe a fazer, sem detalhes do que será executado pelos países. Sobre a meta do aumento da temperatura, os líderes apenas pontuam que a situação “exigirá ações significativas e eficazes e comprometimento de todos os países, levando em consideração diferentes abordagens”.

No documento, os chefes das 20 nações mais ricas do planeta reconhecem a importância de focar ações contra a poluição, a degradação do solo e o uso de carvão, mas não há a apresentação de um plano com ações e prazos concretos. De acordo com os líderes, está mantido o compromisso em cumprir as metas do Acordo de Paris e também de trabalhar coletivamente para alcançar o sucesso da COP26 – a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que iniciou neste domingo (31) em Glasgow, na Escócia.

Entre os objetivos estabelecidos pelo G20, está o plantio coletivo de 1 trilhão de árvores até 2030, por meio de projetos climáticos, com o envolvimento do setor privado e da sociedade civil. O documento oficial cita ainda o “desenvolvimento de caminhos nacionais claros que alinhem a ambição de longo prazo com objetivos de curto e médio prazo e com a cooperação internacional e apoiar, incluindo finanças e tecnologia, consumo e produção sustentáveis ​​e responsáveis ​​como facilitadores críticos, no contexto do desenvolvimento sustentável”.

Sobre o efeito estufa e as emissões de carbono, o grupo destaca que irá “acelerar nossas ações através da mitigação, adaptação e finanças, reconhecendo a relevância chave de alcançar emissões líquidas globais de gases de efeito estufa ou neutralidade de carbono por volta da metade do século e a necessidade de fortalecer os esforços globais necessários para atingir os objetivos do Acordo de Paris”.

O documento ainda pontua que os 20 países irão “cooperar com o desdobramento e a disseminação da emissão zero ou baixa de carbono e tecnologias renováveis, incluindo bioenergia sustentável, para permitir uma transição para sistemas de energia de baixa emissão”. O G20 entende que isso irá permitir que os países que se comprometem a eliminar gradualmente o investimento em nova capacidade de geração de energia a carvão, o façam o mais rápido possível. A cúpula defendeu ainda a necessidade de mobilizar financiamento público e privado para “apoiar o desenvolvimento de energia verde, inclusiva e sustentável”.

Esforços de vacinação

A discussão durante os dois dias de evento também foi focada na pandemia de Covid-19. Como resultado, o G20 salientou, no acordo final, que “irá avançar esforços” para garantir que os países de baixa e média renda tenham acesso aos imunizantes contra o vírus. O objetivo é auxiliar no alcance das metas globais de vacinação de, pelo menos, 40% da população em todos os países até o final de 2021 e 70% em meados de 2022, conforme recomendado pelo Organização Mundial da Saúde (OMS).

O grupo destacou que irá “tomar medidas” para ajudar a aumentar o fornecimento de vacinas, produtos médicos essenciais e insumos nos países em desenvolvimento e “remover as restrições de fornecimento e financiamento relevantes”. Por meio do documento, os líderes também apelaram ao setor privado e ao financiamento multilateral de instituições na contribuição para este esforço.

Além do foco no clima e na pandemia, o G20 discutiu outros temas, como educação, igualdade de gênero, a segurança alimentar e agricultura, além de imigração. Os líderes concordaram em realizar ações de inclusão dos imigrantes e refugiados, “garantindo total respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais, independentemente do status de migração”. Ao mesmo tempo, o grupo defende a importância de prevenir os fluxos de imigração irregular e o contrabando de seres humanos.

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