Irlanda completa um ano de restrições para conter pandemia de Covid-19

Há um ano, a Irlanda adotava as primeiras medidas contra a pandemia de coronavírus no país. Foto: Canva.

A primeira reportagem da série especial do Agora Europa “Pandemia: Ano 1” relembra as primeiras restrições adotadas na Irlanda e mostra que, no país, estudantes foram diretamente afetados pela crise ocasionada pelo coronavírus.

“Infelizmente, devemos enfrentar a trágica realidade em que algumas pessoas morrerão. O vírus está em todo o mundo e vai continuar a se espalhar… Mas pode ser contido”. Na manhã de 12 de março do ano passado, Leo Varadkar desceu os dez degraus da principal entrada da Blair House, em Washington, capital dos Estados Unidos, para iniciar uma corrida cujos envolvidos, ainda hoje, não sabem onde termina.

Poucas horas antes do discurso do então primeiro-ministro irlandês (Taoiseach), o país já ecoava o temor do vírus com a primeira morte registrada no leste da ilha, no dia anterior. Àquela altura, a Irlanda já contabilizava mais de 40 pessoas infectadas pelo coronavírus, cuja única certeza que se tinha era sobre sua letalidade e capacidade de se espalhar rapidamente.

No dia 12 de março, Varadkar determinou o fechamento de escolas e proibiu aglomerações com mais de 100 pessoas em locais fechados e com 500 participantes em áreas não cobertas. Empresas foram recomendadas a enviar funcionários para o trabalho remoto. As restrições, inicialmente, só valeriam até o dia 29 de março e deixavam de fora shoppings, pubs, bares e restaurantes. Mas se no dia do discurso (12) o número de casos era de 43, três dias depois, esse total subiu para 169.

No final da tarde do dia 15 de março, mais de sete mil pubs, que são um dos principais símbolos da cultura irlandesa, fecharam as portas sob recomendação do Governo irlandês. Um dia antes, a Covid-19 havia causado mais uma morte no país. Os estabelecimentos foram fechados dois dias antes do maior evento turístico para a Irlanda, o desfile de São Patrício, comemorado anualmente no dia 17 de março.

Com o número de óbitos aumentando e o crescimento vertiginoso dos casos diários da doença, o governo decidiu então restringir a movimentação da população. A partir do dia 28 de março, passou a ser permitido circular apenas dentro do raio máximo de 2 quilômetros do ponto de residência e só cruzar esse limite por motivos essenciais, como saúde, trabalho ou para a compra de comida.

O receio do desabastecimento dos supermercados deu início a uma corrida aos estabelecimentos, que tiveram de definir horários de acesso específicos para a população idosa. No Centro da capital Dublin, as longas filas em frente aos mercados tornaram-se rotina nos primeiros dias de confinamento no país. Quem deixava para ir às compras no final da tarde ou durante a noite, encontrava prateleiras vazias ou pouca variedade de produtos. Iniciava-se, assim, o primeiro lockdown na Irlanda.

Sonho interrompido

As malas carregadas por Débora Biano (27) no setor de desembarque do Aeroporto de Dublin, em 22 de fevereiro, transportavam também um sonho planejado por mais de dois anos pela estudante: o de realizar um intercâmbio na Irlanda. Natural de São Paulo (Capital), Débora chegou à ilha com o objetivo de estudar inglês: “Eu vim para estudar. Eu não tinha ideia que a proporção desse vírus se tornaria tão grande assim. (…) Eu cheguei a ir para escola por uma semana.” – comenta a estudante.

Em frente a um dos pubs mais famosos da Irlanda, Débora lamenta não ter aproveitado mais o intercâmbio devido à pandemia – Foto: Arquivo Pessoal

Com o fechamento das escolas para evitar a aglomeração de pessoas em ambientes cobertos ou onde não fosse possível garantir o distanciamento social mínimo de dois metros, muitas instituições passaram a ministrar aulas online. E foi neste quesito que a estudante Débora se deparou com mais uma dificuldade:

“Na segunda semana, quando começou a aula presencial, eu fui roubada. (…) Roubaram o meu celular. Tomaram ele da minha mão. Eu tinha recém chegado, não conhecia nada, estava com o dinheiro contado, difícil de achar emprego, a documentação começou a atrasar. Então, eu faltei muito tempo na aula porque eu não tinha como assistir à aula sem o celular”, lamenta a jovem.

Das diversas experiências que Débora planejava obter durante o intercâmbio, a que ela mais reconhece ter desenvolvido foi a do autoconhecimento: “Na verdade, esse intercâmbio me fez ter muita paciência e me conhecer mais, por eu ter ficado tanto tempo trancada e de conviver com as pessoas dentro de casa 24 horas. Pessoas de diferentes regiões, culturas. Então eu aprendi mais a conviver com o próximo.

Consequências psicológicas da pandemia

Assim como Débora, Bruna Vivan (27), moradora da pequena cidade de Vila Flores, no Interior do Rio Grande do Sul, também planejou a viagem com antecedência. O desejo pela experiência internacional surgiu ainda em 2016, quando a jovem consultou, pela primeira vez, uma agência de intercâmbio. A vontade de estudar fora ficou, naquela época, ainda mais forte para a gaúcha.

Dois anos se passaram, Bruna concluiu a faculdade que cursava no Brasil e o tão sonhado plano começou, enfim, a ser posto em prática. A estratégia da jovem designer, em parceria com uma amiga, era simples: economizar por dois anos para, em 2020, embarcar no avião e viver uma experiência a 12 mil quilômetros de distância da cidade natal.

“Vai fazer um ano agora que a gente tem tudo pago. Já tudo acertadinho até com a acomodação. (…) Eu tenho planos. Eu queria muito trabalhar em um escritório em Dublin ou algo do gênero, então isso é um plano que eu queria muito. Eu já tinha até data estipulada. Sempre pensei: ‘ah, lá por 2023 eu quero estar trabalhando em um escritório [de design]”, relembra a jovem.

Do Brasil, Bruna sonha com o dia em que a Irlanda voltará a receber estudantes de intercâmbio – Foto: Arquivo Pessoal

Com os dias contados no emprego e a passagem aérea cancelada em mãos, Bruna passou então a viver uma incerteza sobre o futuro que imaginava e a realidade em que estava inserida. A preocupação com o limite de peso da mala, os documentos da escola ou sobre quais roupas trazer para a Europa deram lugar à atenção sobre os casos diários de coronavírus que, no início de abril, não paravam de crescer na Irlanda.

“Eu tô tendo acompanhamento psicológico porque, para mim, tem sido mais difícil manter a saúde mental porque eu coloquei muito esforço tanto financeiro quanto emocional. É muito frustrante, para mim, ficar adiando o tempo inteiro e eu tenho a sensação que eu tô perdendo tempo aqui, né?”, desabafa Bruna.

O impacto da pandemia sobre a saúde mental ou estabilidade psicológica de Bruna é também um problema de saúde pública para milhares de pessoas que residem na Irlanda. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Escritório Central de Estatística do país (CSO, sigla em inglês) mostra que seis em cada dez das 1.621 pessoas entrevistadas afirmam que a saúde mental piorou durante a pandemia. De abril do ano passado a fevereiro deste ano, o número de pessoas que se identificaram com sintomas de depressão subiu de 5.5% para 15.1% entre os dois períodos.

Desde então, Bruna tem trabalhado para uma agência de design do Brasil sob prévio-aviso de que, tão logo as fronteiras reabram, a jovem irá, finalmente, embarcar para a Ilha da Esmeralda. A exemplo de Bruna, no Brasil, milhões de trabalhadores que estão na Irlanda também passaram a executar todas as atividades profissionais de casa, de forma remota. Por outro lado, muitas delas, que trabalhavam em pubs, restaurantes, hotéis e shoppings, por exemplo, tiveram as atividades suspensas.

Para dar suporte a esses trabalhadores, o Governo irlandês criou um auxílio emergencial para aqueles cuja profissão havia sido afetada pela pandemia. Em meados de maio, por exemplo, cerca de 650 mil pessoas receberam o auxílio governamental, cujo valor máximo é de 350 euros semanais. Este benefício ainda permanece em vigor no país.

O pico de casos diários da primeira onda de Covid-19 que atingiu a Irlanda foi registrado no dia 23 de abril do ano passado, quando 936 pessoas testaram positivo para a doença. Três dias antes, o país também havia contabilizado 77 óbitos em apenas 24 horas. Este número só foi superado no dia 30 de janeiro de 2021, quando 79 mortes por Covid-19 foram computadas em um único dia.

Durante o mês de maio de 2020, quase dois meses após a introdução do lockdown, as taxas de infecções diárias da doença começaram a reduzir. No início do mês, o Governo irlandês apresentou um plano de reabertura gradual do país, que iniciou no dia 18 de maio, com a permissão de encontros, em espaços abertos, entre pessoas que viviam em diferentes endereços residenciais, atividade antes proibida, além do aumento do raio de circulação de 2 para 5 quilômetros.

O plano de reabertura contava com cinco fases. A iniciada no dia 18 de maio foi a primeira delas. Outra importante etapa foi a Fase 3, iniciada no dia 29 de junho e que garantiu a reabertura de shoppings, lojas de roupas, barbearias, salões de beleza e inúmeras outras atividades não essenciais. Nessa semana, as ruas de Dublin ganharam vida. Parques e praças voltaram a reunir centenas ou até milhares de pessoas nos remotos dias de sol irlandeses.

Também naquela semana, o cargo mais alto da política do país passou de Leo Varadkar para o atual primeiro-ministro, Micheál Martin. O nome do novo Taoiseach já havia sido definido em um acordo firmado pelos dois maiores partidos irlandeses, Fianna Fáil, de Micheál, e Fine Gael, do então Taoiseach Leo Varadkar, além da contribuição do Green Party. Segundo o acordo firmado pelas três siglas, Micheál Martin assume o cargo até dezembro de 2022. A partir de então, Leo Varadkar reassume a posição mais importante da política do país.

Turismo e transporte

Para acomodar os cerca de 11 milhões de turistas que costumavam visitar a ilha anualmente no período pré-pandêmico, os irlandeses construíram uma estruturada rede hoteleira que permite aos visitantes se hospedarem nos mais remotos cantos do território gaélico. Segundo a Federação de Hotéis da Irlanda (IHF, siga em inglês), em 2019, o turismo representou 4% do produto nacional bruto da Irlanda e, antes da crise, o setor representava cerca de 270 mil trabalhadores diretos ou indiretos.

Com as restrições internas de controle sobre a movimentação da população dentro do país, assim como as medidas adotadas para controlar viagens ao exterior, ambas recomendadas por órgãos internacionais de saúde, o setor de turismo foi diretamente afetado pela pandemia. De 2019 para 2020, por exemplo, o prejuízo apenas na rede hoteleira foi de 2,6 bilhões de euros, com uma queda de 60% na taxa de ocupação das acomodações disponíveis no país, segundo o IHF.

O número de passageiros que embarcaram ou desembarcaram no Aeroporto de Dublin em janeiro de 2020 foi de 2,3 milhões de pessoas. Já em janeiro de 2021, no entanto, esse total caiu para 205 mil, o que representa uma queda de 91,3%, segundo dados do CSO.

Segunda e terceira ondas

Em meados do mês de agosto, o número de casos diários de coronavírus voltou a assombrar o país. O aumento seguiu em constante crescimento durante o mês de setembro, o que forçou o governo a redesenhar os níveis de restrições aplicados no país, que a partir de então passaria a ser contado do 1 ao 5, do mais brando ao mais rigoroso, da cor verde à vermelha, respectivamente.

Se, na primeira onda, o auge havia sido de 936 diagnósticos positivos para Covid-19 em apenas um dia; na segunda, este total foi de 1.283. O remédio para controlar este novo crescimento não foi diferente da adotada em março: lockdown. Em 21 de outubro, toda a Irlanda foi submetida ao Nível 5 de restrições, que voltava a limitar a circulação de pessoas, proibia viagens não essenciais ou visitas a residências de terceiros, como amigos ou familiares.

Na metade do mês de novembro, a taxa de infecção voltou a cair novamente e, com a proximidade das festas de final de ano, o Governo da Irlanda decidiu tirar o país do Nível 5 e colocá-lo no Nível 3. Na primeira semana de dezembro, shoppings, lojas de roupas, pubs que servem comida, bares e restaurantes, salões de beleza e muitas outras atividades comerciais reabriram ao público. A corrida para as compras de Natal e Ano Novo provocou longas filas em frente às principais lojas de roupas ou shoppings da Capital Dublin.

No dia 18 de dezembro, também passou a ser permitido viajar para outras regiões da Irlanda. Para o Natal, era possível encontrar moradores de até outras duas casas diferentes. E foi neste cenário que o país pulou de 283 casos diários em 3 de dezembro para 1.205 no Natal.

Quatro dias depois, em 29 de dezembro, a ilha mergulhava, pela terceira vez, em um novo lockdown. Desta vez, os números de casos diários de Covid-19 superaram, a cada dia, todos os recordes registrados nas duas ondas anteriores. Se, em abril, no dia mais desafiador para o país (23), foram contabilizados 936 novos diagnósticos; em 8 de janeiro, este número chegou a 8.248 novas infecções contabilizadas em apenas um dia.

Passados três meses, a Irlanda ainda luta para tentar controlar a proliferação da doença no país. Em paralelo à terceira onda, há um elemento novo que pode, quem sabe, fazer desta a última batalha irlandesa contra a pandemia: as vacinas. Em 29 de dezembro do ano passado, quando iniciou o terceiro lockdown no país, a Irlanda também deu a largada para a imunização da população com as vacinas recebidas dos laboratórios Pfizer-BioNTech, previamente adquiridas pela União Europeia. De lá para cá, outros três produtores de vacinas já receberam autorização para fabricar as doses para a União Europeia. Até o momento, 553 mil vacinas já foram administradas no país, cuja pandemia custou 4.518 vidas e infectou 228,5 mil pessoas.

A PANDEMIA
NA
IRLANDA

Veja a timeline da pandemia no território irlandês

2020

29 DE FEVEREIRO

PRIMEIRO CASO DE COVID-19 CONFIRMADO NO PAÍS

Autoridades de saúde irlandesas confirmaram o primeiro caso de doença coronavírus no país no sábado do 29 de fevereiro. O paciente infectado havia viajado recentemente para o norte da Itália, epicentro europeu da doença à época.

2020

11 DE MARÇO

PANDEMIA CAUSA A PRIMEIRA MORTE NA IRLANDA

A primeira vítima fatal da pandemia, na Irlanda, foi uma mulher idosa com um problema de saúde subjacente. O óbito ocorreu no Hospital Geral de Naas, no condado de Kildare, no Centro da Irlanda, na manhã do dia 11 de março. A vítima contraiu a doença na comunidade em que residia, na mesma região.

2020

12 DE MARÇO

PRIMEIRO-MINISTRO DETERMINA FECHAMENTO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO

De Washington, Capital Federal dos Estados Unidos, o então primeiro-ministro (Taoiseach), Leo Varadkar, adotou as primeiras medidas restritivas contra a pandemia na Irlanda. Todas as escolas deveriam ser fechadas a partir do final da tarde daquele 12 de março.

2020

15 DE MARÇO

PUBS, BARES E RESTAURANTES SÃO FECHADOS

Com o rápido aumento no número de casos diários de Covid-19, além do registro de uma segunda morte em função da doença, pubs, bares e restaurantes tiveram de baixar as portas no dia 15 de março. Inicialmente, eles deveriam permanecer fechados até o dia 29 de março, pelo menos. No entanto, cerca de 3.500 estabelecimentos, sobretudo os que não ofereciam comida no menu, permanecem fechados até hoje.

2020

27 DE MARÇO

GOVERNO DECRETA LOCKDOWN

Em menos de um mês de pandemia, a Irlanda já contabilizava 2,1 mil casos de Covid-19 e 22 mortes em função da doença. Este cenário levou o governo irlandês a decretar lockdown no dia 27 de março.

2020

23 DE ABRIL

IRLANDA REGISTRA MAIOR NÚMERO DE CASOS DE COVID-19 DA PRIMEIRA ONDA

O maior número de caso diários de coronavírus foi registrado no dia 23 de abril. Nesta mesma data, o país já somava 17.607 casos da doença e 794 mortes, segundo o Departamento Nacional de Saúde (HSE, sigla em inglês).

2020

1º DE MAIO

RESTRIÇÕES SÃO ESTENDIDAS

Embora a taxa diária de infecções por Covid-19 começasse a apresentar sinais de queda, o Governo da Irlanda determinou a extensão do lockdown até o dia 18 de maio.

2020

18 DE MAIO

ENTRA EM VIGOR A FASE 1 DE FLEXIBILIZAÇÃO DAS RESTRIÇÕES

A partir do dia 18 de maio, o raio de circulação permitido a partir do ponto de residência passou de 2 para 5 quilômetros. Também passou a ser permitido que pequenos grupos de amigos se encontrassem em praças ou parques do país, além de outras medidas que flexibilizavam as restrições em vigor até então.

2020

8 DE JUNHO

GOVERNO INICIA A FASE 2 “PLUS”

Nesta fase, a população ficou autorizada a realizar viagens dentro do próprio condado e até 20 quilômetros de casa, caso esta distância cruzasse os limites do condado. Também passou a ser permitido encontrar até seis pessoas de outras casas, tanto dentro quanto fora da residência, para reuniões sociais.

2020

29 DE JUNHO

ATIVIDADES NÃO ESSENCIAIS REABREM

Na Fase 3, shoppings, lojas de roupas, pubs que servem comida, cafés, restaurantes, hotéis, cabeleireiros, salões de beleza e atrações turísticas foram reabertas nesta fase da flexibilização.

2020

7 DE AGOSTO

80 INFECTADOS EM UMA FÁBRICA DE CARNES

A unidade de processamento de carnes O’ Brien Fine Foods, do Condado de Kildare, na Irlanda, confirmou que 80 funcionários testaram positivo para Covid-19. Após os resultados, a empresa decidiu suspender as atividades. A companhia, que atende mercados como Lidl, Dunnes Stores e Tesco, decidiu aplicar os exames após um funcionário apresentar os sintomas e testar positivo para coronavírus no último dia 30 de julho.

2020

18 DE AGOSTO

GOVERNO LIMITA VISITAS A DOMICÍLIO

Nesta data, o governo irlandês divulgou uma série de novas restrições para o país, que passaram a limitar o número de pessoas em visitas domiciliares e em aglomerações em locais abertos.

2020

15 DE SETEMBRO

ENTRA EM VIGOR O SISTEMA DE 5 NÍVEIS

O sistema de 5 níveis e cores representa um plano de médio e longo com 5 níveis de restrições. Quando este sistema foi implementado, o país foi automaticamente categorizado como Nível 2 de restrições.

2020

18 DE SETEMBRO

DUBLIN É COLOCADA EM NÍVEL 3

A Capital do país, Dublin, foi categorizada como Nível 3 de restrições, o que, por exemplo, limitava a 6 o número de visitantes em domicílio, proibia eventos organizados em locais cobertos e proibia viagens para fora do condado.

2020

18 DE SETEMBRO

DUBLIN É COLOCADA EM NÍVEL 3

A Capital do país, Dublin, foi categorizada como Nível 3 de restrições, o que, por exemplo, limitava a 6 o número de visitantes em domicílio, proibia eventos organizados em locais cobertos e proibia viagens para fora do condado.

2020

19 DE OUTUBRO

SEGUNDO LOCKDOWN

Com o novo crescimento no número de casos, a Irlanda mergulhou no segundo lockdown. O país foi o primeiro da Europa a retomar a mais rigorosa restrição para evitar o avanço da segunda onda no país.

2020

1º DE DEZEMBRO

PAÍS REABRE NOVAMENTE

Na primeira semana de dezembro, academias, centros de lazer, salões de beleza, cinemas, livrarias, lojas de roupas e shoppings reabriram para a população.

2020

18 DE DEZEMBRO

PERMITIDAS VIAGENS ENTRE CONDADOS

Uma semana antes do Natal, passou a ser permitido receber visitas de pessoas de até outras duas casas diferentes. O Governo da Irlanda também autorizou a população a fazer viagens para fora dos condados de residência.

2020

30 DE DEZEMBRO

ANO NOVO EM LOCKDOWN

No dia 30 de dezembro, a Irlanda bateu recorde diário de novos casos de Covid-19. Em apenas 24 horas, o país contabilizou 1.720 novos diagnósticos para a doença. Neste cenário, todo o território irlandês foi submetido, pela terceira vez, ao lockdown (Nível 5).

2020

30 DE DEZEMBRO

PRIMEIRA PESSOA VACINADA

No mesmo dia em que o país entrou em lockdown, a Irlanda vacinou a primeira pessoa contra Covid-19 no país. Até o momento, mais de 550 mil doses de imunizantes já foram aplicadas em solo irlandês.

2021

8 DE JANEIRO

RECORDE DE CASOS DIÁRIOS

Nesta data, a Irlanda contabilizou 8.248 novos casos de Covid-19 em apenas um dia. O número permanece, ainda hoje, como a marca mais alta de diagnósticos positivos contabilizados em apenas 24 horas no país.

2021

8 DE JANEIRO

RECORDE DE CASOS DIÁRIOS

Nesta data, a Irlanda contabilizou 8.248 novos casos de Covid-19 em apenas um dia. O número permanece, ainda hoje, como a marca mais alta de diagnósticos positivos contabilizados em apenas 24 horas no país.

2021

20 DE JANEIRO

DESFILES DE SÃO PATRÍCIO SÃO CANCELADOS

Pelo segundo ano consecutivo, o país cancelou os tradicionais desfiles de São Patrício. O evento ocorre sempre anualmente no dia 17 de março.

2021

19 DE FEVEREIRO

DETECTADAS VARIANTES DO BRASIL

O Governo da Irlanda confirmou que o país registrou três casos de infecção com a variante brasileira da Covid-19. Todos os diagnósticos estão relacionados a viagens recentes ao Brasil. Segundo o Centro de Vigilância de Proteção à Saúde da Irlanda, “os casos estão sendo acompanhados por equipes de saúde pública e ações de saúde pública aprimoradas foram implantadas, de acordo com as diretrizes”.

Na segunda reportagem da série especial “Pandemia: Ano 1”, a França, líder mundial em turismo, vê o setor enfrentar uma perda de 61 bilhões de euros devido à impossibilidade de receber visitantes.

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