Abrindo caminhos: a rota de imigração de centenas de brasileiros para Gort, na Irlanda


Com colaboração de Jéssica Sbardelotto

A chegada à Europa passando pela imigração em Londres, no Reino Unido, ainda está marcada na memória de Érico José dos Santos, mesmo depois de 20 anos. Após um dia inteiro de trabalho, apoiado em sua bicicleta, em frente ao prédio onde ficou hospedado ao chegar em Gort, no interior da Irlanda, o brasileiro relembra os detalhes da viagem realizada em agosto de 2000. Entre risadas e cumprimentos a outros conterrâneos que passavam pela calçada, a certeza de que o tempo imprimiu mudanças profundas na localidade: “quem chegou na frente sofreu e abriu caminho para os outros”, diz.

A pacata cidade, localizada a pouco menos de 200 quilômetros da capital Dublin, tem arquitetura típica irlandesa. A pequena região central é formada por casas de três andares, sem sacadas, coloridas predominantemente por “tons pastel”, além de alguns prédios de pedra. Também possui agências dos tradicionais bancos irlandeses nas ruas principais, cafés, pubs, restaurantes e uma Igreja imponente. Os minutos de conversa com Érico, no entanto, foram suficientes para, em alguns momentos, termos a sensação de estarmos em um município do interior do Brasil, onde todos se conhecem, cumprimentam-se. As histórias eram interrompidas aos poucos por um “E aí, tudo bom?”, um “Oi, tudo joia?” ou ainda um “Tudo certo?”.

Gort
Igreja central de Gort, no condado de Galway, região oeste da Irlanda. Foto: Daiane Vivatti
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Érico está entre o grupo que se mudou para Gort com o objetivo de trabalhar no frigorífico Sean Duffy, no primeiro ano em que a empresa buscava especificamente brasileiros com experiência na área para contratar. Era o início de uma rota de imigração entre o interior do Brasil e as remotas regiões da Irlanda envolvendo centenas de brasileiros, que se consolidou por meio de histórias de vida que se cruzavam, já que os primeiros imigrantes eram conhecidos, conterrâneos ou familiares uns dos outros.

O ápice foi na metade dos anos 2000, mais especificamente entre 2005 e 2007, quando a cidade somava 2.700 moradores, dos quais cerca de 40% eram estrangeiros, conforme dados do Departamento Central de Estatística (CSO, em inglês). Com a grande presença de brasileiros em Gort, na região de Galway, na época, a localidade passou a ser conhecida pelos irlandeses como a “Little Brazil” (Pequeno Brasil, em inglês).

A vinda no início dos anos 2000  

Natural de Anápolis, no interior de Goiás, Érico lembra que as condições de vida que tinha no Brasil não eram as mais fáceis naquela época: “Eu trabalhava de madrugada, na hora que eu chegava em casa o sol estalando em Goiás, eu entrava embaixo da cama pra dormir. De tanto que o barracão era quente: eu falava ‘cara, eu tenho que ir pra Irlanda’”, relembra. 

A ideia de se mudar para a ilha foi influenciada pelas histórias de outras pessoas, especialmente do bairro Vila Fabril, em Anápolis. Na época, com o fechamento de um frigorífico na região, muitos trabalhadores ficaram desempregados e, com a ajuda de um irlandês que tinha ligação com a empresa, conseguiram empregos na Irlanda. Inicialmente, a maior parte dos imigrantes foram para Roscommon, mas logo em seguida o frigorífico Sean Duffy, em Gort, também começou a atrair mão de obra e conceder visto de trabalho para brasileiros. Muitos imigrantes, no entanto, vieram sem ter a certeza do emprego. Com o objetivo de mudar de vida, a ideia era bater na porta das empresas aqui e, depois de firmar um contrato, conseguir regularizar a documentação para permanecer no país. 

“Eu vim através de amigos, fiquei sabendo que essa empresa estava contratando e pegando pessoas sem visto e eu arrisquei a vir. Aí cheguei aqui e não sabia mexer com faca, com nada, mas aproveitei a oportunidade que eles estavam dando e hoje aprendi tudo de frigorífico”, conta Érico.

Como na época a legislação era mais flexível e havia maior facilidade em conseguir visto de trabalho, os planos do goiano deram certo. O incentivo para Érico embarcar no avião rumo à Ilha da Esmeralda veio de um primo, que já tinha uma tia morando na Irlanda conhecida por ambos. Por fim, um encorajou o outro:

“’Eu só vou se o Éricão for’, aí eu falei não, eu converso com esses irlandeses todos, você já ouviu falar que quem tem boca vai à Roma? Aí o outro falou, ah, ‘se o Éricão for eu vou também’, aí veio nós três”, relembra Érico.

Ao contar sobre a viagem, o brasileiro lembra que havia brincado com os amigos que, como um era bem loirinho, iria se passar por irlandês. Mas a aposta era que ele e o primo ficariam presos na imigração. “E foi bem assim que aconteceu, mas deu tudo certo”, conta entre risos. Ao notar que os dois ficaram parados na imigração, o colega de viagem voltou para dizer que eles estavam juntos e conseguiu com que Érico e o primo também tivessem o passaporte carimbado. Da Inglaterra, voaram para Belfast, capital da Irlanda do Norte, de onde uma van os esperava para levá-los ao destino final: Gort.

Abrindo caminhos para os conhecidos

A única pessoa que Érico conhecia na cidade irlandesa era Elismar Souza, carinhosamente chamada de Leninha, que chegou na Irlanda poucos meses antes dele. Uma das primeiras a serem contratadas pelo frigorífico Sean Duffy, a brasileira estima ter auxiliado cerca de 200 conterrâneos a se mudarem para a Irlanda com a ajuda da mãe Elilia Sousa Santos, conhecida como Dona Mazinha.

Diferentemente do que aconteceu com a maioria das famílias que imigraram para a ilha em busca de trabalho, quando os homens vinham na frente e depois traziam outros parentes, Leninha viajou antes do marido. No dia sete de junho de 2000, aos 39 anos, a goiana desembarcou na Capital irlandesa com duas amigas: Rosa e Denise. O trio trabalhava em um restaurante fast-food dentro de um shopping em Anápolis e, encorajadas umas pelas outras, mesmo sem nenhum conhecimento da língua inglesa e dos processos para a entrada no país, decidiram se desafiar em terras europeias com menos de 300 dólares somados na carteira. 

Em meio a gargalhadas, Leninha lembra que ao chegar no controle de imigração, elas não tinham preocupação nenhuma, pois não passava pela cabeça que poderiam ser deportadas. O plano era o mesmo que o de todos que vinham da cidade goiana sem trabalho fixo naquela época: ficar na casa de algum familiar ou conhecido para então conseguir emprego em algum frigorífico irlandês e poder se sustentar no país.

“O homem (agente da imigração) falava do hotel, e eu dizia não, não íamos para o hotel. Nós íamos pra Roscommon na casa do meu cunhado, mas eu não queria passar o número (de telefone) dele pra não criar nenhuma complicação. Depois, eu descobri que o hotel era porque ele ia nos deportar porque a gente tinha pouco dinheiro”, relembra.

A experiência ficou gravada em fotografias tiradas dentro do aeroporto, demonstrando o momento de felicidade das amigas que não tinham ideia do risco de deportação que corriam no momento.

As amigas Rosa, Denise e Leninha (da esquerda para a direita) aguardando na Imigração. Foto: arquivo pessoal

Depois de inúmeras horas, Leninha finalmente passou o número do cunhado à imigração. Os agentes telefonaram para o familiar e uma tradutora do frigorífico de Roscommon, onde ele trabalhava, conseguiu explicar às autoridades para onde elas estavam indo. Com isso, o passaporte foi carimbado e o que até então era um sonho, começou a se tornar realidade.

“Depois ela (a tradutora) contou que o homem da imigração falava ‘Thanks God’ porque a gente era muito divertida e ele ficou com pena de nos mandar de volta pra casa”, conta.

Em Gort, a brasileira estabeleceu residência e trabalhou no frigorífico da cidade até 2005, quando o setor onde atuava foi fechado. O esposo, filhos e irmãos também se juntaram a ela em pouco tempo, assim como irmãos, cunhados e sobrinhos. Sobre a época, Leninha relembra que os proprietários da empresa faziam questão de ajudar.

“Pensa numa pessoa maravilhosa, era o dono do frigorífico. A filha dele é professora, então a gente saía um pouco mais cedo do trabalho e tinha aula para nós aprendermos a falar inglês. (…) Ela levava leite e mostrava pra gente, margarina, pão pra que a gente entendesse e ela também se interessou pra que a gente falasse em português pra ela. Na verdade, ele não queria só o nosso trabalho, ele pensava em nos ajudar”, relembra.

Brasil
O pai de Leninha não quis trocar o Brasil pela Irlanda. Já a mãe, Dona Mazinha, trouxe várias pessoas da cidade de Anápolis para viver em Gort. Foto: arquivo pessoal
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Além disso, como não havia possibilidade de empregar todos os brasileiros que chegavam, o empresário falou com outras empresas, como a Lisk, e conseguiu que mais imigrantes entrassem para o mercado de trabalho. Esse foi o caso de uma sobrinha e três irmãos de Leninha, por exemplo.

Fechamento do frigorífico 

O encerramento das atividades do frigorífico Sean Duffy ocorreu em 2007. De acordo com notícias da imprensa local irlandesa na época, na noite de 13 de abril de 2007, os proprietários anunciaram que a empresa seria vendida, deixando funcionários sob a incerteza do futuro. De acordo com o jornal Independent, a empresa disse que um incêndio ocorrido em 2004 afetou negativamente a viabilidade do negócio. 

A reportagem reforça ainda que a fábrica foi uma das primeiras do país a empregar um número significativo de trabalhadores brasileiros após o dono, Sean Duffy, realizar uma viagem ao Brasil e trazer com ele três trabalhadores qualificados. O jornal destacou que a população de Gort “disparou para mais de 2.400, impulsionada por cerca de 600 brasileiros, e a cidade agora exibe placas em português e lojas que vendem guloseimas cariocas”.

Mesmo com as dificuldades após o fechamento da fábrica de carnes, Leninha acredita que os conterrâneos conseguiram se reinventar. A maioria das pessoas passou a trabalhar em outras empresas, mas principalmente os homens foram para a área da construção civil e muitas mulheres começaram a realizar faxinas.

“Quando o frigorífico fechou, não teve dificuldade para os brasileiros por dois motivos: primeiro porque já falavam inglês para trabalhar, se tivesse dificuldade seria muito pouco. E também porque os brasileiros começaram a mostrar que eram capazes de fazer outros trabalhos, como muitas amigas minhas que costuravam. E brasileiro é assim, ele entra e diz ‘minha amiga sabe trabalhar, meu amigo sabe trabalhar’ e aí espalhou todo mundo”, relembra.

Na época, Leninha se mudou para a Irlanda do Norte para trabalhar em um outro frigorífico por um tempo, mas como sentia saudades da cidade irlandesa, acabou voltando para Gort. Ao retornar, conseguiu emprego em uma panificadora onde permaneceu por sete anos. A brasileira diz que muitos voltaram para o Brasil, mas acabaram retornando tempos depois.

“Hoje, por exemplo, eu estou no Brasil, pelo menos no meu bairro, pode contar quem não voltou, a maioria tá aí de novo. Quando o frigorífico fechou, muita gente ficou abalada, pensou ‘E agora? No que nós vamos trabalhar, vamos fazer o quê?’ mas a construção pegou muita gente. Então, eu não acredito que as pessoas tenham voltado (para o Brasil) por conta da crise, acho que muitos voltaram porque queriam. Como dizia a minha mãe: ‘juntou a fome com a vontade de comer’, mas muitos voltaram pro Brasil, tentaram e depois acabaram voltando pra Irlanda”, analisa.

A Pedra

O trabalho na construção civil já era uma alternativa para muitos brasileiros que não chegaram a trabalhar no frigorífico. Saindo de Anápolis, em Goiás, em 2000, Flávio Oliveira, na época com 35 anos, encontrou uma oportunidade na área. Sozinho, ele havia embarcado para a Irlanda sem emprego garantido ou certezas sobre o que aconteceria e, depois de oito meses, conseguiu trazer a esposa.
“Um amigo meu me chamou e falou: vem, vem, vem. Você é operador, é só chegar aqui, você é bom de máquina. Mas eu não era, eu não falava nada (de inglês). Então, eu consegui entrar de servente (de pedreiro)”, relembra.

Trabalho que Flávio conseguiu na “Pedra”. A expressão é conhecida por todos os brasileiros que vivem em Gort e, para eles, é muito comum dizer: ‘vai lá na Pedra que você encontra pessoas recém chegadas do Brasil’. Diz-se que antigamente havia uma pedra na região da praça central, mas, no momento, engana-se quem pensa que o ponto de referência é um monumento ou um prédio. Na verdade, ir na “Pedra” se refere à busca de trabalho temporário ou, popularmente, conseguir um “bico”.

Desde o início dos anos 2000, até hoje, as pessoas conhecem como “Pedra” uma esquina localizada bem no centro da pequena cidade irlandesa, de frente para o estacionamento principal. Os moradores contam que sempre que imigrantes chegam à localidade sem um emprego fixo ou sem documentos (visto para trabalhar), essa é a principal alternativa.

O ponto é reconhecido por irlandeses que possuem terras no campo, principalmente, e que vão até lá em busca de trabalhadores para realizarem serviços mais pesados, muitas vezes de apenas um dia, pagando o valor que eles consideram suficiente. Ou seja, muitas vezes o trabalhador só vai saber quanto vai ganhar no final do dia, pois como os moradores mesmo explicam, vai depender se a pessoa “é boa de serviço”, de acordo com o que o contratante decidir na hora do pagamento.

Flávio conta que quando chegou à ilha ia diariamente, às seis horas da manhã, para a “Pedra” em busca de trabalho. Se até as dez horas da manhã não conseguisse uma oferta, no entanto, as chances para aquele dia já estavam encerradas. Geralmente, outros 25 a 30 brasileiros aguardavam no local junto com ele e essa união em grupo era a alternativa para o desconhecimento da língua.

“Eu cheguei aqui e fiquei batido, não sabia o que fazer, aí na Pedra tinha alguém que falava um pouquinho (de inglês), aí eu aproveitava alguém que falava. O fazendeiro ou a fazendeira vinham: ‘quero cinco homens’ (…) então aquele que falava ajudava os que não falavam e ganhava mais um pouco. E era muito bom na época, os fazendeiros gostavam muito, agora não é bom mais não, é mais difícil”, destaca.

 “O serviço da pedra é só serviço ruim”, recorda Flávio, citando que os mais comuns eram recolher pedras do meio do pasto e lavar calhas ou estábulos. A única certeza é de que cada dia de trabalho seria uma surpresa.

“Inclusive, eu tava na pedra e vieram duas mulheres e levaram dez homens para trabalhar num negócio de fazer pizza. Aí eu disse: ‘pra quem tá trabalhando braçal no meio do pasto no frio’, fui que fui. Cheguei lá nessa fábrica, o serviço era facinho: numa esteira, colocar seis azeitonas em cima de uma pizza. Aí o trem vinha devagarinho, eu conseguia, aí vinha mais ligeiro eu já não dava conta. Dos dez homens, só ficaram dois”, ri ao relembrar os momentos vividos em Gort logo na chegada.

Foi a partir de uma oportunidade na “Pedra”, no entanto, que Flávio conseguiu demonstrar aos irlandeses que sabia operar máquinas de grande porte. Em um dos trabalhos, a fazenda tinha uma escavadeira e ele demonstrou ao dono que tinha conhecimento. Desde então, nunca mais saiu da área de atuação: “Trabalhei nesse cara, nessa maquininha, mais ou menos uns seis meses, aí ele me informou pra um cara que tinha mais máquinas. Hoje, eu estou em uma firma grande”, comemora.

Flávio trabalhou em diversos empregos ao chegar na Irlanda, mas conseguiu voltar à area de atuação. Foto: Cristiano Goulart

Com um emprego fixo, durante os últimos 20 anos, Flávio já passou temporadas, com idas e vindas, morando no Brasil e na Irlanda. O goiano diz que a esposa gosta muito da Irlanda e ele aprecia a segurança que o país traz, mas a vontade é de voltar ao país de origem no futuro. 

“É isso aí, meu povo, a gente tá aqui, a minha esposa tá ali”, diz enquanto aponta para a esposa dentro do carro, estacionado em frente a um pequeno mercado brasileiro no centro da cidade: “Nós vamos lutar mais uns tempos e qualquer hora eu estou indo embora. Eu gosto muito daqui, mas o Brasil é bom demais também. Eu tenho muita saudade, eu gosto de ficar em casa no domingo, com os meus netos”, finaliza.

A vida entre oceanos

Dividir a vida entre temporadas na Irlanda e no Brasil é algo comum entre os imigrantes que vivem em Gort, já que muitos mantêm laços nos dois países. Assim como Flávio, diversos brasileiros têm parte da família morando no Brasil, possuem negócios e construções e imaginam voltar definitivamente um dia.

Já Érico, conta que construiu uma casa no Brasil há 17 anos, mas nunca morou lá. Mesmo que ainda tenha alguns familiares na terra natal, seus dois filhos, uma irmã, a ex-esposa e a ex-sogra estão em Gort. A construção da vida na Irlanda faz com que ele não tenha pretensões de retornar ao país de origem.

“Vai fazer 14 anos agora em julho que eu não vou pro Brasil, e eu tenho documento pra ir e voltar, mas devido à violência que se encontra o país eu não tenho ânimo, não, sinceramente. Aqui, você não ganha como antigamente, mas você sobrevive. Aqui, não tem mercado de rico e de pobre, aqui não tem restaurante de rico e de pobre, aqui você tem acesso a qualquer local”, destaca Érico.

Devido a problemas de saúde, em 2012, Leninha decidiu voltar à cidade natal, no Brasil, junto com o marido para receber tratamento. A maior parte da família, no entanto, continua aqui: quatro irmãos, duas filhas e oito netos. Dona Mazinha, mãe de Leninha, faleceu na Irlanda e é a única brasileira enterrada no cemitério da cidade de Gort. Mesmo após deixar o país, no entanto, ficaram os bons sentimentos pela ilha.

“Eu tenho o maior carinho pela Irlanda, sou muito grata a Deus pela oportunidade. Na época, eu queria ter ido pros Estados Unidos, mas eu agradeci muito a Deus por não ter ido mesmo. Porque hoje minhas amigas que foram podem até estar melhor financeiramente e a gente perdeu o contato, então não sei. Mas uma coisa eu garanto, nenhuma delas levou a família e nem amigos, então a benção maior é que não fomos abençoados sozinhos”, celebra.

Na segunda reportagem da série “Abrindo Caminhos”, passados vinte anos da primeira onda de imigração, os desafios dos brasileiros mudaram, especialmente com a Covid-19. O desejo de propiciar melhores condições de vida para a família, seja no Brasil ou na Irlanda, no entanto, permanece o mesmo.

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