Com nova onda de Covid-19, Amsterdã cancela festa de Réveillon

Tradicional queima de fogos foi cancelada na capital da Holanda. Foto: Canva


Os tradicionais festejos de Reveillon em Amsterdã, na Holanda, foram cancelados neste ano. O ano de 2022 vai começar sem a contagem regressiva no Centro da cidade e sem o show de fogos. A prefeitura da cidade decidiu não realizar as festas por causa da nova onda de Covid-19.

“O prefeito decidiu cancelar a celebração central na Museumplein (a contagem regressiva nacional) e os fogos de artifício nos distritos da cidade”, ressalta a prefeitura em comunicado. As autoridades definem a decisão como “devastadora”.

“Devido ao rápido aumento no número de infecções por corona e internações hospitalares, e às medidas extras, as perspectivas são desanimadoras”, assinala o documento. De acordo com o relatório oficial de hoje (16), somente em Amsterdã, foram confirmados 668 novos casos da doença em 24h. Além disso, a taxa de infecções a cada 100 mil habitantes na capital dos Países Baixos é de 68,2, o valor mais alto desde 25 de julho deste ano, quando o índice era de 54,5. A cidade possui 872 mil habitantes. 

De acordo com o documento, “não é responsável” seguir com a preparação da festa, uma vez que “a situação é muito incerta” e seria necessário realizar um grande investimento agora. Em 2020 as festividades já haviam sido adiadas.

No documento divulgado, as autoridades municipais afirmam esperar que “seja a última virada do ano em que ainda soframos tanto com o vírus” e que, em 2022, seja possível “anunciar a chegada de um novo ano com comemorações em muitos lugares da cidade”. Ainda de acordo com o comunicado, a queima de fogos de artifícios pela população é proibida na capital holandesa.

Munique cancela Mercados de Natal

Outra festa tradicional de fim de ano cancelada é o Mercado de Natal de Munique, na Alemanha. A prefeitura da cidade anunciou o cancelamento na manhã de hoje (16), por meio de comunicado: “É uma notícia amarga que tenho hoje para todos os residentes de Munique e especialmente para os proprietários de estandes, mas a situação dramática em nossas clínicas e o número exponencialmente crescente de infecções não me deixam outra escolha: infelizmente, o mercado de Natal de Munique não pode acontecer este ano”, relata trecho do documento.

Medidas retornam na Holanda

Após um verão e parte do outono com poucas restrições, o mês de novembro na Holanda é marcado pelo retorno de regras para prevenção da Covid-19 e novas medidas. No início do mês, o país reintroduziu o uso de máscaras faciais, além de ampliar o uso do certificado de vacinação para acesso a diversos locais.

As ações não foram suficientes para travar o aumento de casos, levando o governo a decretar, no último final de semana, o fechamento mais cedo do comércio. Também passou a ser proibido receber mais de quatro pessoas em casa por dia. As medidas seguem até o início de dezembro, quando o governo e especialistas avaliarão a situação da pandemia novamente.

De acordo com o último relatório oficial, o país teve 20.252 novos casos da doença, 4.458 a mais do que a média dos últimos sete dias. Mais de 1,6 mil pacientes estão internados em hospitais da Holanda e 45% dos leitos de terapia intensiva estão ocupados no momento.

A Holanda tem 84,4% da população acima dos 18 anos totalmente vacinada, segundo relatório oficial do governo. Assim como em outros países da região, como na Áustria e na Alemanha, existe uma disparidade no número de cidadãos imunizados em diferentes localidades. Em Roterdã, no Sul, a taxa de vacinação é de 75%, em Drenthe, no Norte, o índice é de 87%. 

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