França soma mais de mil ataques com seringas em bares e casas noturnas

A polícia francesa já contabiliza 1.098 ataques com seringas em casas noturnas, bares e festivais realizados no país, desde o início do ano. A informação foi confirmada pela porta-voz do Ministério do Interior, Camille Chaize. O crime tem sido reportado em diversas cidades do território francês.

Nesta terça-feira (21), o Ministério do Interior da França divulgou que a maior parte dos casos está concentrada em Lille, Béziers, Nantes, Rennes, Estrasburgo, Grenoble, Nancy, Lyon, Besançon, Valence e Toulouse. As vítimas, a maioria mulheres, relatam sintomas como tontura, perda da capacidade de locomoção e de memória após os ataques que, na maioria das vezes, são realizados de forma imperceptível.

As principais suspeitas da polícia é que os alvos estejam sendo injetados com o ácido GHB ou ecstasy líquido. A substância, que ainda não foi detectada nas investigações iniciais, também é conhecida como “a droga do estupro”, já que possui capacidade de dopar a vítima.

O Ministério do Interior orienta que as vítimas procurem um pronto-socorro imediatamente após o ataque ou os centros gratuitos de triagem e diagnóstico, chamados de CeGIDD, que estão espalhados em diversas cidades do território. Nos locais, é possível iniciar o tratamento preventivo imediato contra o risco de infecção por HIV ou hepatite B.

Crime não é novo

A onda de crimes com seringas enfrentada pela França está longe de ser algo novo no cenário europeu. No final do ano passado, a sequência de crimes cometidos no Reino Unido resultou em uma petição pública que reuniu quase 180 mil assinaturas pedindo mais segurança em bares e casas noturnas.

Na época, o governo britânico afirmou que a legislação atual já permite que os estabelecimentos adotem medidas rígidas de segurança para prevenir esses tipos de crimes. Além disso, o Reino Unido também afirmou que tem realizado uma campanha de segurança pública de longo prazo “direcionada ao setor de segurança privada, com foco na prevenção da violência contra mulheres e meninas”.

Compartilhar