Itália retoma disputas esportivas, mas com portões fechados

Da Redação, em Barcelona

Os italianos enfim poderão voltar a desfrutar de duas grandes paixões esportivas: o futebol e o automobilismo. Nas últimas horas foram confirmadas a retomada de partidas pela Taça Itália e também a realização do Grande Prêmio de Monza. Mas os fãs vão precisar se contentar em vibrar apenas pela TV. Tanto as partidas como a disputa do GP vão ocorrer com portões fechados, sem a presença de público.

Após converter-se no epicentro da pandemia na Europa durante o mês de março, o país finalmente conseguiu reduzir os números de novos contagiados por COVID-19 e não pretende arriscar todo esforço aplicado durante o confinamento que paralisou a economia, o lazer e o turismo, além de fechar fronteiras por mais de três meses. Por isso, as autoridades agem com máxima cautela.

“Pedi para que o futebol pudesse ser retomado com a Taça de Itália, com os três jogos a serem transmitidos em direto e em canal aberto, na RAI. Os dois jogos das semi-finais da Taça Itália jogam-se em 12 e 13 de junho, e final será disputada em 17”, revelou Vincenzo Spadafora.

A Juventus, de Cristiano Ronaldo, recebe o AC Milan, em 12 de junho, depois do empate 1-1 em Milão. No dia seguinte, o Nápoles vai defender, em casa, a vitória obtida no terreno do Inter de Milão, por 1-0, na primeira partida. A final da ‘Coppa de Italia’ está marcada para 17 de junho, no Estádio Olímpico, em Roma.

Motores aquecidos

Já o Grande Prêmio (GP) de Fórmula 1 da Itália será realizado no dia 6 de setembro, no autódromo de Monza, com portões fechados, ou seja, sem a presença de público, informou o presidente da Federação Automóvel Clube da Itália (ACI), Angelo Sticchi Damiani. “É um reinício muito importante, com um valor simbólico extraordinário”.O presidente do ACI agradeceu todos os envolvidos e disse esperar que a “luz verde” da edição 2020 do GP da Itália possa representar um importante sinal de reinício e renascimento para todos.

A Itália é um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, com 33.689 mortos e mais de 234 mil casos de infeção confirmados.

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