Com três brasileiros, PSG tenta maior título da sua história em Lisboa

Marquinhos marcou gols decisivos nas quartas e na semifinal da Liga dos Campeões. Foto: PSG / Divulgação


Uma noite para consagrações. O Paris Saint-Germain viverá amanhã, em Lisboa, o dia mais importante de seus 50 anos de história e terá a chance de vencer pela primeira vez a Liga dos Campeões da Europa. Mas para que a data não se torne mais uma tragédia na história recente dos parisienses, o clube aposta muito na espinha dorsal formada pelo trio brasileiro composto por Thiago Silva, Marquinhos e Neymar. Do lado oposto, no entanto, outro brasileiro espera uma festa alemã no gramado do Estádio da Luz. Philippe Coutinho e a impetuosa esquadra do Bayern de Munique entrará em campo na busca do sexto título da competição, a partir das 20 horas na Capital portuguesa (21 horas em Paris).

Os parisienses têm empilhado eliminações traumáticas nas últimas edições da competição continental. Em 2017, pelas oitavas de final, após uma vitória por 4 a 0 sobre o Barcelona, no Parque dos Príncipes, o time parisiense sofreu uma impensável virada por 6 a 1, com Messi e Neymar conduzindo o time espanhol. No ano seguinte, duas derrotas para o Real Madrid, também nas oitavas. Já no ano passado, o PSG abriu a fase eliminatória da Liga com uma surpreendente vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United, na Inglaterra, que encheu os parisienses de esperança. No jogo da volta, no entanto, um revés por 3 a 1, em Paris, deixou a vaga escapar mais uma vez.

Mas além dos torcedores da Cidade Luz, quem também pode encontrar a consagração na noite deste domingo é Neymar. Muito criticado pelos torcedores por questões extra-campo e, principalmente, pela ausência nas eliminações recentes do clube, o atacante brasileiro está finalmente em paz com a torcida e assumiu o protagonismo esperado do jogador mais caro da história do futebol. Mesmo sem marcar nos últimos dois jogos, Neymar tem jogado para o time, servido os companheiros e está mais perto do que nunca do tão sonhado prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA.

A maior ameaça do brasileiro estará do outro lado do campo na noite de amanhã. Robert Lewandowski, a máquina alemã de fazer gols, comanda o melhor ataque da temporada europeia e está na artilharia isolada da competição com 15 gols. Ao lado de Serge Gnabry e Thomas Müller, com o complemento do brasileiro Philippe Coutinho, o ataque bávaro soma 42 feitos em apenas 10 jogos nesta Liga dos Campeões. A maior vítima foi o gigante Barcelona, que sofreu a improvável goleada por 8 a 2, na fase de quartas de final.

O responsável por tentar parar esta máquina de gols será Thiago Silva. Jogador mais vitorioso da história do Paris, o defensor brasileiro encerrará amanhã um ciclo de 8 anos no clube. “Nós temos tudo para terminar da maneira que planejamos, o clube celebrando seus 50 anos, eu no meu último ano de contrato. Trabalhamos muito por isso e não queremos parar essa história na semifinal”, comentou o capitão, que completará 315 jogos e poderá chegar à marca de 24 títulos com a camisa parisiense.

O terceiro brasileiro que estará em campo – entre o zagueiro Thiago Silva e o atacante Neymar – é Marquinhos. Desde 2018 realocado ao meio-campo, o brasileiro, conhecido por seus desarmes, foi decisivo para a chegada do PSG à final da Liga dos Campeões, marcando gols nas quartas e na semifinal. Contratado em 2013, quando tinha apenas 19 anos, hoje, Marquinhos é considerado um dos ídolos do clube e já é chamado de segundo capitão, com a saída de Thiago Silva ao final da temporada.

Thomas Tuchel , técnico parisiense, deixou clara a importância da partida deste domingo para o clube: “Estamos nos preparando para esse jogo há mais de dois anos. Nos preparamos para esse jogo todos os dias”. Antes de 2020, a melhor campanha do PSG na Liga dos Campeões havia ocorrido em 1995, quando os parisienses alcançaram as semifinais, mas acabaram eliminados pelo Milan. Por coincidência, o elenco de 25 atrás também contava com três brasileiros: Ricardo Gomes, Valdo e Raí. Amanhã, Neymar, Marquinhos e Thiago Silva podem reescrever a história do clube francês e colocar o Paris Saint-Germain, finalmente, no Hall dos grandes da Europa.

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