Consumo de bebidas alcoolicas cresce até 112% no isolamento da Espanha

Bebida, Espanha, Cerveja
Foto: Paola de Grenet

Da Redação, em Barcelona.

Foi regado a muito álcool e tapas que o espanhol enfrentou os dias mais duros do isolamento social. Segundo o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, apenas a venda de bebidas destiladas, por exemplo, cresceu 112% entre o dia 20 e 26 de abril, na comparação com o mesmo período de 2019. Em meio ao fechamento de bares e suas “terrazas” – áreas ao ar livre -, uma instituição nacional na Espanha, a população também comprou 86,5% mais cervejas do que no ano passado.

No quesito vinhos, o incremento foi menor, mas igualmente alto: vendas 73,4% maiores. De acordo com os dados do governo, a disparada no consumo de álcool em relação ao ano passado começou na semana de início do “decreto de alarma” que restringiu a circulação nas ruas. O aumento surpreendeu alguns especialistas, que imaginavam uma redução dos hábitos etílicos, diante das portas fechadas de todos os restaurantes e bares,antes do início da reabertura em maio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já divulgou recomendações técnicas que alertam para o consumo excessivo de álcool por conta do stress gerado pela pandemia. Em entrevista ao jornal La Vanguardia, a nutricionista Núria Monfulleda, do Centro Loveyourself de Barcelona, detalhou que que a “ansiedade generalizada” também está por trás da bebedeira espanhola, que, em excesso, pode agravar a sensação de stress. “Quando entramos em um processo de ansiedade, existe uma maneira instantânea de aliviar seus efeitos: gerar endorfinas, que são os chamados hormônios da felicidade”, afirma.

Ao Vanguardia, a especialista disse que é preciso apostar no exercício físico, não apenas para queimar calorias, essencial nesse estilo de vida sedentário, mas também para liberar endorfinas.

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