Dinamarca retoma uso do certificado de vacinação em bares e restaurantes

Governo voltou atrás no alívio das medidas pouco mais de dois meses depois. Foto: Canva


Pouco mais de dois meses depois de retirar as restrições da pandemia de Covid-19, a Dinamarca vai reintroduzir medidas para conter um novo avanço do coronavírus. A partir de desta quinta-feira (11) o país volta a considerar a Covid-19 “uma doença socialmente crítica”, condição que permite ao governo impor restrições.

Segundo comunicado oficial, a mudança ocorre em função do crescimento de casos e internações pela doença no país: ‘’Embora tenhamos um bom controle da epidemia e um alto nível de apoio à vacinação, precisamos agir agora’’, justificou Magnus Heunicke, ministro da Saúde da Dinamarca. 

As medidas, que entram em vigor na sexta-feira (12), incluem a reintrodução do certificado de vacinação em diversos estabelecimentos, como espaços internos de bares e restaurantes, casas noturnas, eventos onde sejam servidas bebidas alcoólicas, e locais de entretenimento onde haja mais de 200 pessoas reunidas em um ambiente fechado ou mais de duas mil ao ar livre. Nos hospitais e casas de repouso, visitantes que não sejam familiares próximos, também deverão apresentar o documento.

Agora, com a reinserção do documento, todos acima dos 15 anos deverão seguir a regra. Anteriormente, a exigência era válida somente para cidadãos a partir dos 16 anos. Vacinados, recuperados da doença ou testados, têm acesso ao passe sanitário. 

Outra novidade anunciada pelas autoridades dinamarquesas, diz respeito à validade do certificado, que foi reduzida de um ano para seis meses aos que já tiverem contraído o coronavírus. A alteração segue uma recomendação da Comissão Epidêmica, que verificou, recentemente, diferença considerável nos níveis de imunidade dos pacientes recuperados para os que foram vacinados.

Nesta quarta-feira (10), foram confirmados mais de três mil casos de Covid-19 no país, número 52% maior do que o verificado há uma semana. Apesar do alto índice de novos positivos, de acordo com o relatório, foram registrados três óbitos. O levantamento ainda aponta que 319 pacientes estão internados, sendo 39 em unidades de tratamento intensivo. Pelo menos 86% da população já foi vacinada com as duas doses da vacina na Dinamarca.

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