Dinamarca anuncia fim das restrições da pandemia em setembro

Governo atribui controle da pandemia ao alto índice de vacinação no país. Foto: Canva


A Dinamarca vai deixar de considerar a Covid-19 como uma doença “socialmente crítica” a partir do dia 10 de setembro. Como implicação dessa mudança, será derrubada a maior parte das restrições aplicadas durante a pandemia no país. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) pelo Ministério da Saúde dinamarquês.

De acordo com Magnus Heunicke, titular da pasta, a situação sanitária do país “está controlada”.  Entre as mudanças, está o fim da obrigatoriedade do certificado de vacinação ou teste contra coronavírus para frequentar bares, restaurantes e academias. Os locais de lazer poderão ficar abertos após as 2 horas da madrugada.

Pela lei dinamarquesa, é necessário que uma doença seja “socialmente crítica” para que possam ser introduzidas ou renovadas restrições à população. Segundo Magnus, o governo se reuniu com especialistas e decidiu que a classificação não será estendida, o que resulta no fim da maioria das medidas.

O ministro atribui a situação a “uma vacinação eficaz” no país: “Isso só poder ser feito pelo esforço na vacinação e o forte controle da pandemia”, declarou Heunicke. Segundo dados oficiais, mais de 75% da população acima dos 12 anos já está totalmente imunizada contra o vírus. 

Devido ao alto índice de vacinação, o Ministério da Saúde também anunciou, nesta sexta-feira (27), que as vacinas Janssen serão disponibilizadas ao setor privado do país. O governo explicou que as pessoas em passagem pelo território poderão se vacinar, desde que tenham uma receita a paguem pelo custo do imunizante. O valor de cada unidade ainda não foi divulgado.

“Não hesitaremos em intervir novamente”

Apesar do anúncio sobre o fim das restrições, a mensagem do ministro é de cautela: “Se ocorrerem desenvolvimentos súbitos e sérios, se surgirem novas variantes ou qualquer outra coisa que ameace o controle da epidemia na Dinamarca, não hesitaremos em intervir novamente”, explicou o titular da pasta.

A Dinamarca vai diminuir a oferta de centros de testagem a partir do próximo mês, mas continuará com “forte monitoramento da epidemia”, segundo as autoridades. De acordo com o ministro, o monitoramento irá incluir sequenciamento genético do vírus, testes de água e resíduos, além de exames para detectar novos casos.  

Heunicke comemorou a nova fase do país: “Tenho trabalhado para chegar a esse dia em que poderíamos apresentar essa mensagem. O trabalho árduo ainda não acabou e uma olhada no mundo mostra por que devemos continuar vigilantes”, ressaltou Magnus.

A Dinamarca foi um dos primeiros países europeus a introduzir restrições no início da pandemia. Até agora, o território soma 342 mil casos de Covid-19 e 2.575 óbitos, de acordo com dados oficiais.

Viagens 

Entre as medidas que ainda não possuem uma data para acabar está a restrição de entrada no país. A maior parte dos residentes em países de fora do Espaço Schengen continuam com a necessidade de ter um motivo essencial de viagem. É o caso do Brasil, que está, atualmente, na lista “laranja” da classificação oficial.

De acordo com as orientações do Ministério das Relações Exteriores, são permitidos o embarque de passageiros que tenham um motivo essencial de viagem comprovado. É necessário um teste PRC negativo e a realização de quarentena na chegada ao país. A Dinamarca não aplica regras diferentes para cidadãos que foram vacinados fora da União Europeia (UE), como é o caso de residentes no Brasil.

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